quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Frases: pérolas do futebol

Nosso futebol sempre foi marcado pelos gols belíssimos, pelas jogadas brilhantes, mas principalmente, pelas pérolas que vários craques costumam dizer ao abrir a boca. Aqui estão juntas uma pequena amostra dessas grandes frases do futebol brasileiro e mundial.


"Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um enorme latifúndio."
(Armando Nogueira - jornalista e escritor)

"Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios."
(Carlos Drummond de Andrade - escritor)

"Eu digo: não há no Brasil, não há no mundo ninguém tão terno, ninguém tão passarinho como o Mané."
(Nélson Rodrigues - escritor, dramaturgo e jornalista esportivo, sobre Garrincha)

"Todo treinador de juvenis é meio homossexual. E todo treinador de qualquer categoria que defende a concentração, é candidato a corno."
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70)

"Só se a Adidas se associar com a De Millus para providenciar o uniforme"
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70, sobre o futebol feminino)

"Tinha por ela um carinho tremendo. Porque ela é fogo. Se você a maltratar, quebra a perna. É por isso que digo - Rapazes, vamos, respeitem. Esta é uma menina que tem que ser tratada com muito amor.. Conforme o lugarzinho em que nós a tocarmos, ela toma um destino."
(Didi - campeão mundial das copas de 58 e 62, sobre a bola)

"Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária não perdia uma."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"O goleiro deve dormir com a bola. Se for casado, dorme com as duas."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Futebol é muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Jogador brasileiro não vai ter problema no México, não. Tudo já morou em favela e não pode se queixar de altitude."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Jogador bom é que nem sorveteria: tem várias qualidades."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"O pênalti é tão importante que devia ser cobrado pelo presidente do clube."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Futebol moderno é que nem pelada. Todo o mundo corre e ninguém sabe pra onde."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Jogador é o Didi, que joga como quem chupa laranja."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola."
(Armando Nogueira - jornalista e escritor)

"Um idealista do futebol, um sonhador. Pensa que o futebol deveria ser como ele pensa que é"
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70, sobre Armando Nogueira)

"Campo de futebol nao é loteamento. Ninguém é dono de lote, de posição fixa."
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70, que defendia a liberdade dos craques dentro de campo)

"Dissolvido? Eu não sou sorvete pra ser dissolvido"
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70, ao ser comunicado em março de 70 por João Havelange, então presidente da CBD, que a comissão técnica estava sendo dissolvida)

"Garrincha é um verdadeira assombro. Não pode ser produto de nenhuma escola de futebol. É um jogador como jamais vi igual."
(Gavril Katchalin, técnico soviético em 62)

"O estilo era cadenciado, lento. Bola de pé em pé para não gastar energia. Afinal, se somadas, nossas idades passariam de mil anos!"
(Didi, sobre o estilo de jogo brasileiro na Copa do Chile, em 62)

"Subimos juntos, fora do tempo, para cabecear uma bola. Eu era mais alto e tinha mais impulsão. Quando desci ao chão olhei pra cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, no alto, cabeceando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse"
(Fachetti, zagueiro italiano na Copa do México, em 70)

"O time brasileiro era tão bom que eu tinha medo de começar a torcer por ele."
(George Raynor - técnico da seleção Sueca, adversária do Brasil na final da Copa de 58)

"Sem Pelé, o Brasil fica muito fraco. Quem é Amarildo?"
(Helenio Herrera, técnico da Seleção Espanhola, que perdeu do Brasil na Copa de 62 por 2 x 1, com 2 gols de Amarildo)

"Deixei de acreditar em Deus no dia em que vi o Brasil perder perder a Copa do Mundo no Maracanã."
(Carlos Heitor Cony - escritor)

"Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos."
(Nelson Rodrigues - dramaturgo)

"Como a senhora explicaria a um menino o que é felicidade? Não explicaria. Daria uma bola para que ele jogasse."
(Resposta da teóloga alemã Dorothee Sölle a um jornalista)

"Chuto tão mal que, no dia em que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol."
(Dadá Maravilha - campeão mundial em 1970 com a Seleção Brasileira e três vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro) Fonte: www.mapc.net/clube
*********

Algumas frases do mundo futebolístico…

“Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol”
(Jardel, ex-jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)

“A bola ia indo, indo, indo… e iu !!!”
(Paulo Nunes, comentando um gol que marcou quando jogava no Palmeiras)

“Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu”
(Claudiomiro, ex-meia do Internacional-RS, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu pelo Brasileirão de 72)

“Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola”
(Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)

“No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de quinze em quinze dias.”
(Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)

“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.”
(Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção, hoje no Porto de Portugal)

“Clássico é clássico e vice-versa…”
(Jardel)

“Jogador é o Didi que joga como quem chupa laranja…”
(Neném Prancha, ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

“Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, voo 619 da VARIG…”
(Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa)

“Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana…”
(Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico)

“Não venham com problemática que eu tenho a solucionática”
(Dadá Maravilha, ex-jogador e primeiro marqueteiro do nosso futebol)

“Só existem três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá”
(O mesmo Dadá Maravilha)

“Eu sempre ia lá no banheiro antes do jogo, na pontinha dos pés, e batia umazinha”
(Dadá, explicando que se masturbava para ficar leve e parar no ar)

“Eu disconcordo com o que você disse”
(Vladimir, ex-meia do Corinthians em uma entrevista à Rádio Record)

“A moto eu vou vender e o rádio eu vou dar pra minha tia.”
(Josimar, ex-lateral direito do Botafogo e da Seleção, ao responder a um repórter o que iria fazer com o Motoradio que ganhou como prêmio por ter sido eleito o melhor jogador da partida)

“Bom, eu não achei nada, mas o meu companheiro ali achou uma correntinha, acho que é de ouro, dá pra ele vender!”
(O mesmo Josimar ao ser perguntado o que ele achou do jogo)

“Nossa Raí, aqui no Japão só tem carro importado!”
(Elivélton, ao chegar para a final do Interclubes)

“Não tem outra, temos que jogar com essa mesma”
(Reinaldo, do Atlético, ao responder a pergunta do repórter se ele ia jogar com aquela chuva)

“Com esse time o Brasil pode fazer até 10 gols nos Camarões”
(Galvão Bueno, se referindo ao time do Brasil quando tinha dois jogadores a mais que o adversário disputando a morte súbita, onde um time só pode marcar apenas um gol)

“Realmente minha cidade é muito facultativa”
(Elivélton, hoje no Inter, ao repórter da Jovem Pan que falava das muitas escolas de ensino superior existentes na cidade natal do jogador)

“A partir de agora meu coração tem uma cor só: rubro negro”
(Fabão, zagueiro baiano, ao chegar para jogar no Flamengo)

“Campeonatinho mixuruco, nem tem segundo turno!”
(Garrincha durante a comemoração da conquista da Copa do Mundo em 58)

“Você viu Didi, o São Cristóvão está de uniforme novo!”
(Garrincha, em 62 no Chile, reparando no uniforme dos ingleses)

“Não foi nada de especial, chutei com o pé que estava mais a mão!”
(João Pinto, jogador do Futebol Clube do Porto, de Portugal)

“O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão correta: deu um passo à frente”
(João Pinto)

“Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar”
(Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)

“Ô moça, serve só pro pessoal do Sport senão vai sair caro…”
(atacante do Sport Recife que não lembramos o nome, ao saber por um companheiro que a comida do avião era paga)

“Eu fui todo embucetado para pegar aquela bola!”
(o são-paulino Terto, comentando determinado lance no primeiro tempo do jogo)

“Pô, eu queria me desculpar aos ouvintes pelas palavras que usei durante o intervalo. Mas queria deixar claro que usei ‘embucetado’ no bom sentido…”
(o mesmo Terto, no final da partida, justificando aos horrorizados e pudicos ouvintes a natureza da sua explanação)

“É tudo muito simples, uma situação que pode ser resumida em duas palavras: A-ZAR”
(Marinho Chagas, titular da Seleção na Copa da Alemanha, em 74)

“Mas pô, seu juiz, juro que o gol foi legível. Legível!”
(Luciano, da Portuguesa Santista, questionando a atitude de um fiscal de linha, que levantara a bandeira impedindo o seu gol salvador)

“Não, acho que o meu estado não inspira gravidez, não…”
(Nunes, grande centroavante do Flamengo, teve que sair do gramado de maca. O repórter se aproxima e pergunta se a contusão é grave)

“Não, claro, como você sabe o Santa vem vindo numa embalagem bárbara!”
(Enágio, do Santa Cruz, quando o repórter perguntou se o time estava finalmente embalado para seguir firme no Brasileirão)

“Pô, isso aqui até parece um cardume de abelhas…”
(Edson Ampola, jogador do Santos, vendo Pelé naufragado num mar de crianças a pedir autógrafos)

“Se eleito, prometo apedrejar todas as ruas da cidade…”
(Mingão, volante do Noroeste de Bauru, quando se candidatou a vereador)

“Pôxa… tenho que comprar barbatanas…”
(Dedéu, ponta direita que andou por diversos clubes, em uma de suas viagens, ao verificar que havia esquecido de colocar as abotoaduras)

“Os jogos do Santos no Campeonato Nacional, serão realizados na Vila Belmiro, desde que nosso campo tenha boas condições físicas…”
(Modesto Roma, antigo diretor do Santos)

“Afastei o Alexandre, porque resolvi privatizar a disciplina”
(Joel Santana, quando era técnico do Botafogo)

“O Levir me colocou, porque sou mais motivacional”
(Alvaro, zagueiro do São Paulo, comentando sobre porque Levir Culpi teria substituído Rogério Pinheiro por ele)

“Estou de regime, e o doutor me proibiu de comer bicarbonato.”
(Fábio Baiano, explicando por que não comeu macarronada no almoço)

“O juiz deverá adiar a partida para depois…”
(Galvão Bueno, antes do amistoso entre Brasil e Inglaterra, durante a falha na iluminação de Wembley)

“Acho que é o que vai no carro da frente…”
(o folclórico goleiro Manga, passando um cortejo fúnebre imenso e um transeunte perguntou quem era o famoso falecido)

“Graças à Deus não vi meu filho ainda, mas vou ver.”
(Valdson, do Flamengo, após o jogo em 17/07/2002, perguntado por uma emissora de rádio, sobre o nascimento de seu filho)

“Assinar, ainda não assinei, mas já acertei tudo bocalmente.”
(Pitico, que jogou no Santos lá pelos anos 70, após acertar a renovação do contrato)

“Eu to debilitado, a tarde toda eu tive caganeira, cagando pura água. Falei pro professor que não dá, porque eu to tremendo.”
(Marcinho, jogador do Grêmio, explicando por que o time perdeu o primeiro jogo contra o Bahia na Copa do Brasil)

“Só não vale dar o cu, o resto vale tudo!”
(Gil, atacante do Cruzeiro, respondendo ao repórter de uma rádio católica se vale tudo para comemorar o título de Campeão Mineiro, até o torcedor invadir o campo e tirar a roupa do jogador)

“Vou guardar na minha sala de troféis.”
(Kaká, o único lado reto do “quadrado mágico”, referindo-se ao prêmio da FIFA de melhor jogador em campo)

“Temos que subir sete degrais. O primeiro já subimos.”
(Cafu, para quem a escalada para o hexa não poupa nem a gramática)

“O que aconteceu aqui é caso de Polícia Federal, de FMI, voltar pênalti porque torcida está gritando é brincadeira”.
(Dimba, atacante do Brasiliense, cometendo gafe terrível após derrota no Maracanã para o Fluminense)

“As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.”
(Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo)

“Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.”
(outra de Jardel)

Estavam na concentração do Flamengo Jamir e Fábio Baiano. Fábio Baiano, lendo a revista CARAS, falou:
- Porra Jamir, este cara é muito rico mesmo, olhe a casa dele.
- Você não conhece? Este é o Abílio Diniz, dono do Pão de Açúcar.
Então o Fábio Baiano arremata:
- Não sabia que estes bondinhos davam tanto dinheiro!!!

Osvaldo Brandão, um dos grandes técnicos do futebol brasileiro, sempre foi avesso a entrevistas. Certa feita, um “inteligente” repórter perguntou:
- Seu Osvaldo, como vai jogar o Corinthians?
Brandão respondeu “na lata”:
- Ora, com calções, camisas e chuteiras…

Falando de futebol, tem o melhor de todos. O finado, inigualável e insuperável Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians. As pérolas dele são tão boas, que têm comentários até hoje. Dizem até que viraram tema de tese nas universidades e os estudantes do léxico se debruçam sobre jornais antigos tentando fazer a análise morfológica de todas elas, tamanha a riqueza e a criatividade com que foram elaboradas.

“Quem entra na chuva é pra se queimar”
“Quero mesblar jovens e velhos da diretoria”
“O maior general da França é o General Eletric” (ao responder uma pergunta dos franceses que queriam comprar Sócrates)
“O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável” (ao recusar a oferta dos franceses)
“Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático”
“O difícil, como vocês sabem, não é fácil”
“De gole em gole a galinha enche o papo”
“Não veio o Falcão, mas comprei o Lero-Lero” (referindo-se ao jogador Biro-Biro)
“Peço aos corinthianos que compareçam às urnas para naufragar nossa chapa”
“Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão”
“Depois da tempestade, vem a ambulância”
“Vamos dar uma anestesia geral nos sócios com mensalidades atrasadas” (ao sugerir anistia aos devedores)
“Contribuo porque também tive uma infantibilidade pobre” (em uma campanha para crianças carentes)
“Minha gestação foi a melhor que o Corinthians já teve” (ao comentar sobre sua gestão)
“Como essa cidade é cheia de out-dog!” (referindo-se aos outdoors)
“Agradeço à Antarctica pelas Brahmas que nos mandaram.” (visionário, Matheus previu a Ambev)
E a campeã de todas: “Esse problema é uma faca de dois legumes”

Nenhum comentário: